Ao passo que te aproxima
Te repudia e repele
Afasta-te deste vício
Que te embebeda, te enebria
Que te entrega ao breu
E te abandona na sedução
Do esquecimento de amanhã
Suporta esta naúsea que te contagia
E faz-te arrepender da tua entrega
Com paixão
Condena teu eu-lirico
Massacra teu outro eu
E em ti é que ainda sentirás
As feridas de um suicidio
Suave, lento e saboroso
terça-feira, 26 de agosto de 2008
terça-feira, 4 de março de 2008
..
Aquilo que te falta,
Ofereça!
Não busques em outrem
Se não encontra em ti
À ausência de soma,
Qualquer divisão é mesquinha.
Multiplique e eleve
E então fracione
Condene a abundância,
Mas não destines escassez
A ninguém, o todo
A todos, uma parte
Não mendigue
Nem jogue esmola
Não seja obstáculo
Nem torna-te ponte
Ofereça!
Não busques em outrem
Se não encontra em ti
À ausência de soma,
Qualquer divisão é mesquinha.
Multiplique e eleve
E então fracione
Condene a abundância,
Mas não destines escassez
A ninguém, o todo
A todos, uma parte
Não mendigue
Nem jogue esmola
Não seja obstáculo
Nem torna-te ponte
sábado, 1 de março de 2008
...
Estilhaços estão pelo chão
E fazem sangrar estes pés,
Desprotegidos e desavisados,
Nem doem, nem compadecem
Ignorantes ao espelho que quebrou
E a luz se reflete, tão bela
Lascinante, cega estes olhos
Que jamais viram além
Desta imagem refletida
Neste pedaço de areia,
Derretida e petrificada
As mãos, suaves e calejadas
Tateiam paredes,
Procuram lugar seguro
Mas nunca sentiram o perigo
De abandonar espada e escudo
Sons, respiram descompassados
Ao ritmo pulsante do peito aberto
Que bate, apanha, e não sofre
Que se encolhe dentro de si
Querendo abraçar o mundo
Palavras balbuciadas gemem a dor,
Que não se sente
Contam a vida,
Que não se vive
Falam com paixão que não arde
Nem queima, nem nada
E fazem sangrar estes pés,
Desprotegidos e desavisados,
Nem doem, nem compadecem
Ignorantes ao espelho que quebrou
E a luz se reflete, tão bela
Lascinante, cega estes olhos
Que jamais viram além
Desta imagem refletida
Neste pedaço de areia,
Derretida e petrificada
As mãos, suaves e calejadas
Tateiam paredes,
Procuram lugar seguro
Mas nunca sentiram o perigo
De abandonar espada e escudo
Sons, respiram descompassados
Ao ritmo pulsante do peito aberto
Que bate, apanha, e não sofre
Que se encolhe dentro de si
Querendo abraçar o mundo
Palavras balbuciadas gemem a dor,
Que não se sente
Contam a vida,
Que não se vive
Falam com paixão que não arde
Nem queima, nem nada
domingo, 24 de fevereiro de 2008
A toda pátria, com amor
Ame sua pátria
Acima de tudo!
Entoe seu hinos, seu canto
Seus prantos de guerra
Por terra, ar e mares
Sê um filho fiel
Jamais vire as costas
À tua mãe gentil, gentil
E por ela, morra se preciso
Teu amor, só nela se encerra
E verás que isso que pulsa
No peito varonil
Nacionalismo
Patriotismo
Como quiseres chamar
Se crê nisso, siga em frente
Peito aberto, punho cerrado, mão em fuzil
Idolatre a pequena porção
Cante os brados por continentes,
Leve liberdade aonde ela não existe
E faça prisioneiros de guerra
Honre a batalha que promete a pacificação
Jogando bombas em teus irmãos
Eleve com suor estes muros, que nos separam
Para que sejam sempre sólidos
Nação, pátria, religião
Crave a bandeira
Celebre a supremacia
Comemore soberania
E todo o discurso
Demagogo da hipocrisia
Sinta esta pátria
Contemple as estrelas de seu manto
Deleite-se em seu verde
E tenha esperança
De que tudo isso,
Este orgulho que nutre
Não é apenas semente
De algo muito maior
Que te afasta daqueles
Tão diferentes
Tão iguais...
Acima de tudo!
Entoe seu hinos, seu canto
Seus prantos de guerra
Por terra, ar e mares
Sê um filho fiel
Jamais vire as costas
À tua mãe gentil, gentil
E por ela, morra se preciso
Teu amor, só nela se encerra
E verás que isso que pulsa
No peito varonil
Nacionalismo
Patriotismo
Como quiseres chamar
Se crê nisso, siga em frente
Peito aberto, punho cerrado, mão em fuzil
Idolatre a pequena porção
Cante os brados por continentes,
Leve liberdade aonde ela não existe
E faça prisioneiros de guerra
Honre a batalha que promete a pacificação
Jogando bombas em teus irmãos
Eleve com suor estes muros, que nos separam
Para que sejam sempre sólidos
Nação, pátria, religião
Crave a bandeira
Celebre a supremacia
Comemore soberania
E todo o discurso
Demagogo da hipocrisia
Sinta esta pátria
Contemple as estrelas de seu manto
Deleite-se em seu verde
E tenha esperança
De que tudo isso,
Este orgulho que nutre
Não é apenas semente
De algo muito maior
Que te afasta daqueles
Tão diferentes
Tão iguais...
sábado, 16 de fevereiro de 2008
FECHADO
Quando pequena, vez por outra ao passear no shopping com minha mãe, via pregado nas portas da lojas Mesbla cartaz com o seguinte dizer: FECHADA PARA BALANÇO.
Lembro-me de como eu me intrigava com aquilo. A loja toda lacrada e somente esta mensagem. Minha mãe, nem nenhum outro adulto conseguira me explicar naquela época o que "fechada para balanço" queria dizer.
Sendo breve como um ponto final, digo logo o que sucede:
Este espaço aqui encontra-se FECHADO PARA BALANÇO.
Quem sabe um dia volte a funcionar...
Ou feche de vez como a Mesbla
O fato é que, se tiveres esta curiosidade própria das crianças e perguntar "mas pq?!", não encontrarás ninguém que possa responder.
Lembro-me de como eu me intrigava com aquilo. A loja toda lacrada e somente esta mensagem. Minha mãe, nem nenhum outro adulto conseguira me explicar naquela época o que "fechada para balanço" queria dizer.
Sendo breve como um ponto final, digo logo o que sucede:
Este espaço aqui encontra-se FECHADO PARA BALANÇO.
Quem sabe um dia volte a funcionar...
Ou feche de vez como a Mesbla
O fato é que, se tiveres esta curiosidade própria das crianças e perguntar "mas pq?!", não encontrarás ninguém que possa responder.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
À decepção de um amigo, com amizade
Caro amigo
Mais vale não pensar em perdas
Se paras a aparar machucados
Esqueces de olhar para os lados
Se perde em ver além
Caro amigo
Não pense que estou a aconselhar
Veja, olhe de vários modos
Analisa todos os fatos
Escuta quem já sofreu também
Caro amigo
A vida é isso mesmo, se dar
Sem querer algo em troca
E bem no fundo, retorno esperar
Entenda há tantos que te querem o bem
Caro amigo
Te ofereço nestes versos amizade
E é tudo que se pode oferecer
Não há nada que se fale
Que arranque esse teu sofrer
Caro amigo ouças com atenção
Sempre que estiveres a cair
Haverá alguém a oferecer mão
E se te curas de quem não te merece
Da a ti mesmo chance de merecer alguém
Mais vale não pensar em perdas
Se paras a aparar machucados
Esqueces de olhar para os lados
Se perde em ver além
Caro amigo
Não pense que estou a aconselhar
Veja, olhe de vários modos
Analisa todos os fatos
Escuta quem já sofreu também
Caro amigo
A vida é isso mesmo, se dar
Sem querer algo em troca
E bem no fundo, retorno esperar
Entenda há tantos que te querem o bem
Caro amigo
Te ofereço nestes versos amizade
E é tudo que se pode oferecer
Não há nada que se fale
Que arranque esse teu sofrer
Caro amigo ouças com atenção
Sempre que estiveres a cair
Haverá alguém a oferecer mão
E se te curas de quem não te merece
Da a ti mesmo chance de merecer alguém
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Gotinha
Se às vezes me sinto
estranho no caminho
Lembro-me do pássaro
que deixa o ninho
Abandona a segurança,
mas aprende a voar
Sigo em frente,
chuto pedra,
piso em espinho
Olho para o lado,
nunca estou sozinho
Tem sempre alguém mais
a tropeçar
E se me perco,
ainda que num instante
Recordo em breve relance
Importante é continuar a andar
Para onde vou?
Perto ou distante
O que quer que eu alcance
A cada queda hei de levantar
E ainda que eu seja
apenas gotinha
Se tiver que ir contra o rio
Me faço promessa
Aprenderei a nadar.
estranho no caminho
Lembro-me do pássaro
que deixa o ninho
Abandona a segurança,
mas aprende a voar
Sigo em frente,
chuto pedra,
piso em espinho
Olho para o lado,
nunca estou sozinho
Tem sempre alguém mais
a tropeçar
E se me perco,
ainda que num instante
Recordo em breve relance
Importante é continuar a andar
Para onde vou?
Perto ou distante
O que quer que eu alcance
A cada queda hei de levantar
E ainda que eu seja
apenas gotinha
Se tiver que ir contra o rio
Me faço promessa
Aprenderei a nadar.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Lições de um professor
Sabe aquele professor, recém chegado na escola, que passa pelos corredores e gera zum zum zum?! As menininhas cochicham entre si e armam suas estratégias. E quase vira uma disputa. Umas se jogam, sem pudores. Algumas, seduzem com sutilezas. Outras, tornam-se amiguinhas, como se com paciência e armadilhas fossem atrair a inocente presa.
E ele passa a ser assunto. Ou melhor, O assunto. Carinha mais velho, em boa forma, com aquele olhar misterioso e arrebatador de homem maduro. Bobinhas garotas de 15 aninhos. Cheias de clichês mal resolvidos na cabeça. Obstinadas. Loucas, com provocantes roupas debruçadas na mesa do professor. Certas de suas atitudes de grandes mulheres. Excitantes, irresistíveis. E ele lá, no alto de sua soberba. Ao melhor estilo de não estou nem aí.
Então, tive um desses certa vez. Achava tudo tão hilário. Sim, ele tinha um certo charme. Aquele ar de segurança de fazer tremer. Mas naquela época, eu não notava muito isso. Era pra mim como todo professor senil que já passara em minha vida escolar. Tinha uma amiga que compartilhava desta visão. Estávamos entretidas demais em outras coisas que nos pareciam muito mais essenciais naquele momento. E não, nem éramos nerds.rs Só estavamos ainda presas em menininhos mais novos, ou melhor, no mesmo menino mais novo...
O fato é que aquele sujeito parecia ter cismado com nós duas.
E digo, como irritava!!!!!!!
Eram aulas de filosofia intermináveis. Começávamos com Descartes, e acabávamos em um carteado de palavras sem fim. Um novelo de verdades e inverdades teóricas. Discussões incessantes. Tudo era tema. Até pensamento de cachorro era posto em questão.
Ele dizia uma frase. A gente argumentava. E ele seguia dali em diante, apenas com frases retóricas ou uma sucessão de porquês infinita.
Qualquer coisa que outro alguém dissesse ele calava. Mas se fossemos nós...
Como irritava!!!A aula acabava e estávamos lá, os 3 ainda. Falando nada de nada, respondendo contestações sem sentido e tão significantes.
Como irritava!!!
Porque? Será? Como? E era só o que ele dizia, no alto de sua soberba.E as menininhas já iam desistindo dele. Ficávamos os 3 estancados ali, presos em pontos, em nós. Por que?!
Depois de um tempo, fui perceber que ele não era bem como os outros professores senis que mencionei. Ele me instigava. E não era pelo olhar dele, mas pelo olhar que me fizera ter. Presa num ciclo de questionamentos. Obrigava-me a pensar mais que qualquer equação matemática.
Por fim. Nos formamos.
Menininhas de corações destruídos.
Eu, menina de convicções quebradas. Perder certezas é sempre frustrante. No entanto quando se descobrem os porquês, tudo clareia. Quando percebemos que se puxarmos uma linha, desenrolamos a perfeição de um novelo, mas podemos tecer algo muito mais belo que um fio contorcido, ai vemos o real intento, de quem parecia só querer irritar.
Hoje pode parecer contradição, mas eu gostava dele. Não como uma paixonite de adolescência.O que me instiga, o que me inquieta vai sempre além do que meus olhos podem ver. Aqueles que me fazem quebrar um espelho, para ver refletir varias facetas de toda uma realidade.A estes agradeço, por terem me mostrado, beleza inestimável.
E ele passa a ser assunto. Ou melhor, O assunto. Carinha mais velho, em boa forma, com aquele olhar misterioso e arrebatador de homem maduro. Bobinhas garotas de 15 aninhos. Cheias de clichês mal resolvidos na cabeça. Obstinadas. Loucas, com provocantes roupas debruçadas na mesa do professor. Certas de suas atitudes de grandes mulheres. Excitantes, irresistíveis. E ele lá, no alto de sua soberba. Ao melhor estilo de não estou nem aí.
Então, tive um desses certa vez. Achava tudo tão hilário. Sim, ele tinha um certo charme. Aquele ar de segurança de fazer tremer. Mas naquela época, eu não notava muito isso. Era pra mim como todo professor senil que já passara em minha vida escolar. Tinha uma amiga que compartilhava desta visão. Estávamos entretidas demais em outras coisas que nos pareciam muito mais essenciais naquele momento. E não, nem éramos nerds.rs Só estavamos ainda presas em menininhos mais novos, ou melhor, no mesmo menino mais novo...
O fato é que aquele sujeito parecia ter cismado com nós duas.
E digo, como irritava!!!!!!!
Eram aulas de filosofia intermináveis. Começávamos com Descartes, e acabávamos em um carteado de palavras sem fim. Um novelo de verdades e inverdades teóricas. Discussões incessantes. Tudo era tema. Até pensamento de cachorro era posto em questão.
Ele dizia uma frase. A gente argumentava. E ele seguia dali em diante, apenas com frases retóricas ou uma sucessão de porquês infinita.
Qualquer coisa que outro alguém dissesse ele calava. Mas se fossemos nós...
Como irritava!!!A aula acabava e estávamos lá, os 3 ainda. Falando nada de nada, respondendo contestações sem sentido e tão significantes.
Como irritava!!!
Porque? Será? Como? E era só o que ele dizia, no alto de sua soberba.E as menininhas já iam desistindo dele. Ficávamos os 3 estancados ali, presos em pontos, em nós. Por que?!
Depois de um tempo, fui perceber que ele não era bem como os outros professores senis que mencionei. Ele me instigava. E não era pelo olhar dele, mas pelo olhar que me fizera ter. Presa num ciclo de questionamentos. Obrigava-me a pensar mais que qualquer equação matemática.
Por fim. Nos formamos.
Menininhas de corações destruídos.
Eu, menina de convicções quebradas. Perder certezas é sempre frustrante. No entanto quando se descobrem os porquês, tudo clareia. Quando percebemos que se puxarmos uma linha, desenrolamos a perfeição de um novelo, mas podemos tecer algo muito mais belo que um fio contorcido, ai vemos o real intento, de quem parecia só querer irritar.
Hoje pode parecer contradição, mas eu gostava dele. Não como uma paixonite de adolescência.O que me instiga, o que me inquieta vai sempre além do que meus olhos podem ver. Aqueles que me fazem quebrar um espelho, para ver refletir varias facetas de toda uma realidade.A estes agradeço, por terem me mostrado, beleza inestimável.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Imagem não é nada
Reflexões brotam de onde menos poderia esperar.
Quando penso em rótulos, lembro logo de Coca-Cola. Um xaropinho pra curar enjôo, que das farmácias passou às prateleiras de mercados. Como?! Milagres do marketing. The Coca-Cola Company investiu maciçamente neste setor para consagrar seu produto. Resultado: vende como água (ou até mais quem sabe).
Propaganda é alma do negócio...e assim Coca-Cola se consagrou, não pelo sabor. O produto se fez rótulo. Fórmula importante é o anúncio, não os ingredientes. Já me sentia instigada pelo slogan do seu primo de limão: "Imagem não é nada. Sede é tudo. Obedeça sua sede. Sprite!" Como assim imagem não é nada?! Ora se foi assim, com um outdoor e uma latinha, de cenário em todos os filmes sucessos de Hollywood, se foi deste jeito que a Coca atingiu seu posto e emplacou seu rótulo??!!!! Fina ironia não?!
Agora, mais uma vez, em nova propaganda sou posta cara a cara com a contradição publicitária que me instiga. Abstenho-me de palavras por ora. Veja por si mesmo. Eu já volto a resenhar.
Particularmente discordo que Coca zero tenha mesmo sabor da original. Mas confesso que se me dessem uma bandeja, com vários copinhos, de diferentes conteúdos. Sem nenhum dizer em cada um e todos preenchidos com refrigerantes de mesma cor...Coca, Pepsi, Sendas Cola...talvez eu não soubesse distinguir e identificar.
A mensagem fica!
Os olhos vêem aparência e rótulos. Jamais sentem o real sabor do conteúdo.
O paladar não vê embalagem, chega mais perto do que há por dentro. Saboreia-o. Mas pode se enganar.
Como um "connaisseur", expert em vinhos, apuremos então nossos sentidos. Façamos uso do máximo para ir além na degustação. Para sentir os sabores, distingui-los, apreciá-los.
Imagem não é nada.
Isso, vamos além!
Faça isso agora
E verás que não é bem uma questão só de refrigerante.
Quando penso em rótulos, lembro logo de Coca-Cola. Um xaropinho pra curar enjôo, que das farmácias passou às prateleiras de mercados. Como?! Milagres do marketing. The Coca-Cola Company investiu maciçamente neste setor para consagrar seu produto. Resultado: vende como água (ou até mais quem sabe).
Propaganda é alma do negócio...e assim Coca-Cola se consagrou, não pelo sabor. O produto se fez rótulo. Fórmula importante é o anúncio, não os ingredientes. Já me sentia instigada pelo slogan do seu primo de limão: "Imagem não é nada. Sede é tudo. Obedeça sua sede. Sprite!" Como assim imagem não é nada?! Ora se foi assim, com um outdoor e uma latinha, de cenário em todos os filmes sucessos de Hollywood, se foi deste jeito que a Coca atingiu seu posto e emplacou seu rótulo??!!!! Fina ironia não?!
Agora, mais uma vez, em nova propaganda sou posta cara a cara com a contradição publicitária que me instiga. Abstenho-me de palavras por ora. Veja por si mesmo. Eu já volto a resenhar.
Particularmente discordo que Coca zero tenha mesmo sabor da original. Mas confesso que se me dessem uma bandeja, com vários copinhos, de diferentes conteúdos. Sem nenhum dizer em cada um e todos preenchidos com refrigerantes de mesma cor...Coca, Pepsi, Sendas Cola...talvez eu não soubesse distinguir e identificar.
A mensagem fica!
Os olhos vêem aparência e rótulos. Jamais sentem o real sabor do conteúdo.
O paladar não vê embalagem, chega mais perto do que há por dentro. Saboreia-o. Mas pode se enganar.
Como um "connaisseur", expert em vinhos, apuremos então nossos sentidos. Façamos uso do máximo para ir além na degustação. Para sentir os sabores, distingui-los, apreciá-los.
Imagem não é nada.
Isso, vamos além!
Faça isso agora
E verás que não é bem uma questão só de refrigerante.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Para-bola
Certa vez ocorreu uma enchente e um homem, o qual chamarei genericamente de José, viu-se ilhado em sua casa. A chuva incessante, fazia o nivel da água subir cada vez mais, ao ponto que José, tentando sobreviver à situação, encontrava-se já no telhado de seu lar.
Com o desespero lhe abatendo o coração, ele começa a orar fervorosamente para que Deus o salve. O rosto em prantos, a aflição sentida no corpo e a voz, já em gritos: "Deus, me ajude!"
Eis que surge então um pequeno barco, e o homem que o conduzia grita a José:
-Pula! Pula! Venha!
Ao que nosso personagem responde:
- Não! Deus vai me salvar! Deus vai me salvar!
E o barco vai embora.
José no telhado, a água subindo.
José orando, a água subindo.
Eis que aparece uma lancha, e seu condutor chama José:
- Venha! Pule! Te levarei daqui!
E José:
-Não! Deus vai me salvar! Deus vai me salvar!
José no telhado, a água na altura de seus joelhos.
José orando, a água em seus joelhos.
A água com força lhe puxando.
José, sem saber nadar.
Eis que avista um helicoptero e seus ocupantes gritam a José:
-Venha! Não podemos demorar! A chuva é forte! O helicoptero não tem condições de voar aqui. Segura a corda! Suba! Venha! Vamos! Logo!
E José:
-Não! Deus vai me salvar! Deus vai me salvar!
José
Chuva
Água
Correnteza
José morto.
Chegando no "céu" José revoltado pergunta a Deus:
-Senhor! Estou indignado. Como não me salvaste???? Tive tanta fé em ti e me abandonaste à morte.
E Deus:
-José! Te mandei um barco, uma lancha e um helicoptero, que so conseguiu voar por milagre meu. Ora, te dei tudo o que podia para te salvar. Estava tudo ali, o que você precisava. Não me culpes!
...
Esta historinha, tenho ouvido tantas vezes desde que era criança. Sempre achei de imensa sabedoria.
Não por falar de Deus, não quero falar de Deus. Afinal, cada um com suas crenças ou ausência destas.
Mas observa a história.
Um indivíduo com um enfrentamento na vida. Para resolvê-lo, é incapaz de agir sozinho. Então, algo intercede por ele. No caso, Deus, mas coloque o que quiser no lugar, Deus, tempo... Sabe, as pessoas ficam esperando que algo externo venha e resolva seus dilemas e acabam correndo risco de se "afogar" no comodismo.
"Dar tempo ao tempo", "Deixar nas mãos de Deus", "O tempo resolve tudo"...Deus! Tempo! Aff!!
O tempo (e Deus para quem acredita), apenas fornecem elementos para que nós possamos agir sobre nossa vida. Nos dá um barco, uma lancha...mas se nós não embarcarmos, de que adianta?!
Ou seja, no fundo, a decisão é nossa. Nós fazemos a nossa história.
Ficar e ver a água subindo, esperando que algo superior aconteça e nos salve...
Ou lidar com o temporal e decidir viver.
Pensa!
Para! ....
A bola
Está ai
Sempre em suas mãos
Com o desespero lhe abatendo o coração, ele começa a orar fervorosamente para que Deus o salve. O rosto em prantos, a aflição sentida no corpo e a voz, já em gritos: "Deus, me ajude!"
Eis que surge então um pequeno barco, e o homem que o conduzia grita a José:
-Pula! Pula! Venha!
Ao que nosso personagem responde:
- Não! Deus vai me salvar! Deus vai me salvar!
E o barco vai embora.
José no telhado, a água subindo.
José orando, a água subindo.
Eis que aparece uma lancha, e seu condutor chama José:
- Venha! Pule! Te levarei daqui!
E José:
-Não! Deus vai me salvar! Deus vai me salvar!
José no telhado, a água na altura de seus joelhos.
José orando, a água em seus joelhos.
A água com força lhe puxando.
José, sem saber nadar.
Eis que avista um helicoptero e seus ocupantes gritam a José:
-Venha! Não podemos demorar! A chuva é forte! O helicoptero não tem condições de voar aqui. Segura a corda! Suba! Venha! Vamos! Logo!
E José:
-Não! Deus vai me salvar! Deus vai me salvar!
José
Chuva
Água
Correnteza
José morto.
Chegando no "céu" José revoltado pergunta a Deus:
-Senhor! Estou indignado. Como não me salvaste???? Tive tanta fé em ti e me abandonaste à morte.
E Deus:
-José! Te mandei um barco, uma lancha e um helicoptero, que so conseguiu voar por milagre meu. Ora, te dei tudo o que podia para te salvar. Estava tudo ali, o que você precisava. Não me culpes!
...
Esta historinha, tenho ouvido tantas vezes desde que era criança. Sempre achei de imensa sabedoria.
Não por falar de Deus, não quero falar de Deus. Afinal, cada um com suas crenças ou ausência destas.
Mas observa a história.
Um indivíduo com um enfrentamento na vida. Para resolvê-lo, é incapaz de agir sozinho. Então, algo intercede por ele. No caso, Deus, mas coloque o que quiser no lugar, Deus, tempo... Sabe, as pessoas ficam esperando que algo externo venha e resolva seus dilemas e acabam correndo risco de se "afogar" no comodismo.
"Dar tempo ao tempo", "Deixar nas mãos de Deus", "O tempo resolve tudo"...Deus! Tempo! Aff!!
O tempo (e Deus para quem acredita), apenas fornecem elementos para que nós possamos agir sobre nossa vida. Nos dá um barco, uma lancha...mas se nós não embarcarmos, de que adianta?!
Ou seja, no fundo, a decisão é nossa. Nós fazemos a nossa história.
Ficar e ver a água subindo, esperando que algo superior aconteça e nos salve...
Ou lidar com o temporal e decidir viver.
Pensa!
Para! ....
A bola
Está ai
Sempre em suas mãos
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Parando por ai
Chega uma hora que é melhor parar tudo. Sabe, chega de olhar pra dentro, viajando em introspecção.
Conversar consigo mesmo é bom. Mas esperar ouvir resposta, às vezes, pode ser enlouquecedor. É como alguem que não sei quem, em algum lugar, que não sei onde, disse uma vez: "Quanto mais você olha pro abismo, mais ele olha pra você"
E numa boa. Vai que ele olha, seduz e tu resolve pular. Mesmo que seja de para-quedas e você chegue inteiro. De repente, lá embaixo, resolve voltar pra cima do precipicio, olha o trabalho que vai dar. (avisei, conversas com seu eu interior podem levar a principio de loucura)
Bem, o abismo né??!
Vou ser sincera estou com preguiça e resolvi não pular não.
Afinal, é carnaval! Trabalho não combina com carnaval. Não no Brasil.
Sendo eu brasileira, não muito autêntica, mas brasileira, decidi assim
De bloco em bloco, quem sabe?!
Ir parando por ai
Conversar consigo mesmo é bom. Mas esperar ouvir resposta, às vezes, pode ser enlouquecedor. É como alguem que não sei quem, em algum lugar, que não sei onde, disse uma vez: "Quanto mais você olha pro abismo, mais ele olha pra você"
E numa boa. Vai que ele olha, seduz e tu resolve pular. Mesmo que seja de para-quedas e você chegue inteiro. De repente, lá embaixo, resolve voltar pra cima do precipicio, olha o trabalho que vai dar. (avisei, conversas com seu eu interior podem levar a principio de loucura)
Bem, o abismo né??!
Vou ser sincera estou com preguiça e resolvi não pular não.
Afinal, é carnaval! Trabalho não combina com carnaval. Não no Brasil.
Sendo eu brasileira, não muito autêntica, mas brasileira, decidi assim
De bloco em bloco, quem sabe?!
Ir parando por ai
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Bluu sky
Desculpa perguntar
Já sentiu assim?
Como se tivesse tudo
E não tivesse nada enfim?
Perdoa indagar
Já pensou assim?
Como se o que faltasse
Exigisse algum fim?
Desculpa falar
Já olhou o céu?
Com o sol brilhando
Ou pintado de estrelas
E mesmo coberto de nuvens?
Já se perdeu nele
Tentando encontrar
O que se perdeu de você?
O que se perdeu em você?
Já sentiu assim?
Como se tivesse tudo
E não tivesse nada enfim?
Perdoa indagar
Já pensou assim?
Como se o que faltasse
Exigisse algum fim?
Desculpa falar
Já olhou o céu?
Com o sol brilhando
Ou pintado de estrelas
E mesmo coberto de nuvens?
Já se perdeu nele
Tentando encontrar
O que se perdeu de você?
O que se perdeu em você?
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Nada não
Na caixinha do correio
Na tevê ligada na sala
Na geladeira aberta na cozinha
Na janela piscante do msn
Na trama virtual de amigos
Na pasta de mensagem do celular
Procuras?!
Procuro!
Que procuras?
E o que encontras?
Nada!
Nada!
Olha a rua lá fora
Na noite que vigia as sombras
E o que se vê?
Nada não
Olharia pra dentro
Mas resolvi economizar energia
Apagão ta vindo ai...
Não se vê nada na escuridão
Na tevê ligada na sala
Na geladeira aberta na cozinha
Na janela piscante do msn
Na trama virtual de amigos
Na pasta de mensagem do celular
Procuras?!
Procuro!
Que procuras?
E o que encontras?
Nada!
Nada!
Olha a rua lá fora
Na noite que vigia as sombras
E o que se vê?
Nada não
Olharia pra dentro
Mas resolvi economizar energia
Apagão ta vindo ai...
Não se vê nada na escuridão
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Prestígio...é bom! Bom!
Abre o armário e escolhe aquela
A mais garbosa, esnobe
Coloque-a
Ostente!
Saia à rua de nariz em pé
Com a barrriga cheia, de rei
Vá em frente e não vire a esquina
Siga, sem olhar nunca pra baixo
Pode ser beca branca
Terno preto
Farda de qualquer cor
Mas tem que ser aquela
Aquela que te dê orgulho
Orgulho não por tê-la
Orgulho que vem
Dos olhos brilhantes,
De admiração
Ou inveja
Dos que te olham
De baixo e dos lados
Ou de cima a baixo
Isso que esperas não?!
Prestígio! Todos querem?!
Renegado numa caixa...
Garoto
Um gosto por fora
Outro gosto por dentro
O ultimo a ser escolhido
Doce!!!
Coma-o
Saboreia-o
Digere-o
E no fim
Todos os prestígios
São de coco
E poderão um dia
Ganhar seu troféu...
Acento de chapeu de vovô!
E passagem só de ida
Pro esgoto mais próximo
A mais garbosa, esnobe
Coloque-a
Ostente!
Saia à rua de nariz em pé
Com a barrriga cheia, de rei
Vá em frente e não vire a esquina
Siga, sem olhar nunca pra baixo
Pode ser beca branca
Terno preto
Farda de qualquer cor
Mas tem que ser aquela
Aquela que te dê orgulho
Orgulho não por tê-la
Orgulho que vem
Dos olhos brilhantes,
De admiração
Ou inveja
Dos que te olham
De baixo e dos lados
Ou de cima a baixo
Isso que esperas não?!
Prestígio! Todos querem?!
Renegado numa caixa...
Garoto
Um gosto por fora
Outro gosto por dentro
O ultimo a ser escolhido
Doce!!!
Coma-o
Saboreia-o
Digere-o
E no fim
Todos os prestígios
São de coco
E poderão um dia
Ganhar seu troféu...
Acento de chapeu de vovô!
E passagem só de ida
Pro esgoto mais próximo
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Mini Super Astros...e a capa?!
Não vou mentir dizendo que a Rainha dos Baixinhos não ocupava as minhas desocupadas horas de baixinha.
Não cresci muito, em muitos aspectos. Mas já sou um pouco capaz de olhar pra trás e ver como algumas coisas que eu assistia eram...hmm como posso dizer...não, não. Não pense assim, retardadas é uma palavra muito forte!!!!
Refletindo ....
Passar as manhãs sendo entretida por uma loira que não era loira, com micro vestidinhos super esquisitos, e com cabelos presos em "xuxinhas", bem, talvez não fosse muito saudável e pudesse trazer sequelas irremediaveis na criança que eu era (era?!).
Fato: sobrevivi!!! (eu acho!). Mas também acho (hoje) que as coisas eram meio ridículas. Criança não é adulto em miniatura, mas também não é bichinho. Pensa também ora! E não precisa passar pela aventura de ter que engolir que uma adulta de roupinha da sessão infantil se faça de criança poxa!(agora então, que a loira ta caminhando pra idade de rainha elizabeth...)
Bem, voltando ao foco, porque não iniciei este post pra falar mal da apresentadora. Que alias, tem seus méritos. Ou devia ter. Afinal, dominava a audiência (ainda que isso não seja parâmetro nenhum de qualidade)
Ops, desculpa, já estou me perdendo de novo.
Ao que interessa!!!!
Temo pela infância de agora, essa dos anos 2000. Esses sim, coitados!
Pior que dançar o xu xu xu, xá xá xá..é ter de aguentar essas crianças prodígios encenando de apresentadores na TV.
Involução isso. Agora temos crianças, disfarçando-se de adultos pra encenar que são crianças. (deu pra entender?!). Imagina agora, como o estrago mental não deve ser muito maior (principalmente pra esses pequenos prodígios).
Não conseguiu imaginar?! Exemplifiquemos e...Que tal começarmos pelo Bom Dia & Cia do Sbt?! Observe lá. Sucessão de "talentinhos" ao longo dos anos. E a formula deve estar dando certo. O programa vem mantendo boa média para o horário e competindo com a emissora do plin-plin.
É, o homem Topa Tudo Por Dinheiro acertou mesmo. Até uma nova Shirley Temple foi contratada para a atração. (Pra quem não sabe, shirley temple foi uma das crianças prodígios americanas, maior atriz mirim de 1930, a mais nova a receber o Oscar)
No Brasil, onde os astros se apagam com a mesma velocidade com que ascenderam, o que esperar do futuro destas estrelinhas?!
Dizem que a fama tem suas repercussões e provavelmente nunca iremos saber que repercursões serão essas em nossos mini adultos de TV. Quando crescerem de verdade, e for hora de parar de representar..Quando tiverem que tirar a capa...Saberemos onde estão?!
E a infância dos anos 2000. Está ai, tão cheia de ídolos falsificados e super astros maquiados. ..Aparecendo desde cedo nas telinhas...
Mas, se você só acredita vendo, liga a TV!!!
Embora eu recomende fazer o oposto.
Não cresci muito, em muitos aspectos. Mas já sou um pouco capaz de olhar pra trás e ver como algumas coisas que eu assistia eram...hmm como posso dizer...não, não. Não pense assim, retardadas é uma palavra muito forte!!!!
Refletindo ....
Passar as manhãs sendo entretida por uma loira que não era loira, com micro vestidinhos super esquisitos, e com cabelos presos em "xuxinhas", bem, talvez não fosse muito saudável e pudesse trazer sequelas irremediaveis na criança que eu era (era?!).
Fato: sobrevivi!!! (eu acho!). Mas também acho (hoje) que as coisas eram meio ridículas. Criança não é adulto em miniatura, mas também não é bichinho. Pensa também ora! E não precisa passar pela aventura de ter que engolir que uma adulta de roupinha da sessão infantil se faça de criança poxa!(agora então, que a loira ta caminhando pra idade de rainha elizabeth...)
Bem, voltando ao foco, porque não iniciei este post pra falar mal da apresentadora. Que alias, tem seus méritos. Ou devia ter. Afinal, dominava a audiência (ainda que isso não seja parâmetro nenhum de qualidade)
Ops, desculpa, já estou me perdendo de novo.
Ao que interessa!!!!
Temo pela infância de agora, essa dos anos 2000. Esses sim, coitados!
Pior que dançar o xu xu xu, xá xá xá..é ter de aguentar essas crianças prodígios encenando de apresentadores na TV.
Involução isso. Agora temos crianças, disfarçando-se de adultos pra encenar que são crianças. (deu pra entender?!). Imagina agora, como o estrago mental não deve ser muito maior (principalmente pra esses pequenos prodígios).
Não conseguiu imaginar?! Exemplifiquemos e...Que tal começarmos pelo Bom Dia & Cia do Sbt?! Observe lá. Sucessão de "talentinhos" ao longo dos anos. E a formula deve estar dando certo. O programa vem mantendo boa média para o horário e competindo com a emissora do plin-plin.
É, o homem Topa Tudo Por Dinheiro acertou mesmo. Até uma nova Shirley Temple foi contratada para a atração. (Pra quem não sabe, shirley temple foi uma das crianças prodígios americanas, maior atriz mirim de 1930, a mais nova a receber o Oscar)
No Brasil, onde os astros se apagam com a mesma velocidade com que ascenderam, o que esperar do futuro destas estrelinhas?!
Dizem que a fama tem suas repercussões e provavelmente nunca iremos saber que repercursões serão essas em nossos mini adultos de TV. Quando crescerem de verdade, e for hora de parar de representar..Quando tiverem que tirar a capa...Saberemos onde estão?!
E a infância dos anos 2000. Está ai, tão cheia de ídolos falsificados e super astros maquiados. ..Aparecendo desde cedo nas telinhas...
Mas, se você só acredita vendo, liga a TV!!!
Embora eu recomende fazer o oposto.
"Qualquer semelhança, é mera coincidência"
Será????????
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Capa de Jornal
Pensando em algo pra escrever aqui, resolvi procurar inspiração.
Parti numa busca pela internet com um propósito e uma determinação: visitaria os sites dos principais jornais de circulação no Rio de Janeiro e então, faria uma resenha sobre a manchete cujo assunto constasse em todos (ou quase todos eles).
Sei que pode parecer meio, ou melhor, completamente sem originalidade, mas me desculpem, estou numa escassez de ideias.
Bem, iniciada a minha peregrinação possuía em mente uma quase convicção. Acabaria este post falando de algum tiroteio em alguma favela da cidade com incursões do BOPE e mais um episódio de Tropa de Elite. Osso duro de roer! Mas como eu disse, o momento é de vazio de inspiração.
Para não parecer presunçosa, coloquei na mesa algumas alternativas.
Talvez eu acabasse falando sobre mais um capitulo de novela. É! Isso mesmo, novelas dessas ai das 19, 20 ou 21 horas (não me pergunte os nomes, minha pesquisa não me levou tão longe, uma linha de sanidade deve ser mantida ora!).
Ou seria então a novela das 24 horas brasileiras e dos mais de 500 anos de história: A Corrupção (I, II, III, IV...o retorno, o contra-ataque) E lá iríamos nós falar de política.
Ainda havia a possibilidade de falar de futebol. Claro! Paixão nacional! E tenho que dizer que acabaria enveredando pela vertente de criticar e comparar esta paixão à velha "política do pão e circo" imposta ao povo. Afinal, de futebol, não entendo nada.
Enfim...
Não me estenderei num prólogo.
Eis aqui, o produto de minha caçada pelos tablóides, jornais e jornalecos:
"Seria Gyselle a nova Siri?
BB Blog analisa o jogo com piauiense" ( O Extra - 11/01/2008)
"Imune
Juliana vence prova e é primeira líder
Saiba mais na Revista da TV e no BBBLog" ( O Globo - 11/01/2008)
"Namoro firme, forte e sempre O primeiro casal da edição 2008, Natália e Fernando, acordam e vão direto namorar no sofá " ( O Dia - 11/01/2008)
Deu pra perceber??? BBB8
Sabe...
A questão é que resolvi parar por ai. Encerrei a busca e "guardei a caneta".
Quanto à resenha prometida
Confesso que fico sem palavras mediante tais manchetes
Talvez seja só decepção de ver esfacelar minha premissas iniciais, aquelas com as quais me enfiei nessa caçada por inspiração.
O fato é que termino com a minha declaração sobre o assunto:
"- Sem comentários!"
Se quiser...comente você ai!
Parti numa busca pela internet com um propósito e uma determinação: visitaria os sites dos principais jornais de circulação no Rio de Janeiro e então, faria uma resenha sobre a manchete cujo assunto constasse em todos (ou quase todos eles).
Sei que pode parecer meio, ou melhor, completamente sem originalidade, mas me desculpem, estou numa escassez de ideias.
Bem, iniciada a minha peregrinação possuía em mente uma quase convicção. Acabaria este post falando de algum tiroteio em alguma favela da cidade com incursões do BOPE e mais um episódio de Tropa de Elite. Osso duro de roer! Mas como eu disse, o momento é de vazio de inspiração.
Para não parecer presunçosa, coloquei na mesa algumas alternativas.
Talvez eu acabasse falando sobre mais um capitulo de novela. É! Isso mesmo, novelas dessas ai das 19, 20 ou 21 horas (não me pergunte os nomes, minha pesquisa não me levou tão longe, uma linha de sanidade deve ser mantida ora!).
Ou seria então a novela das 24 horas brasileiras e dos mais de 500 anos de história: A Corrupção (I, II, III, IV...o retorno, o contra-ataque) E lá iríamos nós falar de política.
Ainda havia a possibilidade de falar de futebol. Claro! Paixão nacional! E tenho que dizer que acabaria enveredando pela vertente de criticar e comparar esta paixão à velha "política do pão e circo" imposta ao povo. Afinal, de futebol, não entendo nada.
Enfim...
Não me estenderei num prólogo.
Eis aqui, o produto de minha caçada pelos tablóides, jornais e jornalecos:
"Seria Gyselle a nova Siri?
BB Blog analisa o jogo com piauiense" ( O Extra - 11/01/2008)
"Imune
Juliana vence prova e é primeira líder
Saiba mais na Revista da TV e no BBBLog" ( O Globo - 11/01/2008)
"Namoro firme, forte e sempre O primeiro casal da edição 2008, Natália e Fernando, acordam e vão direto namorar no sofá " ( O Dia - 11/01/2008)
Deu pra perceber??? BBB8
Sabe...
A questão é que resolvi parar por ai. Encerrei a busca e "guardei a caneta".
Quanto à resenha prometida
Confesso que fico sem palavras mediante tais manchetes
Talvez seja só decepção de ver esfacelar minha premissas iniciais, aquelas com as quais me enfiei nessa caçada por inspiração.
O fato é que termino com a minha declaração sobre o assunto:
"- Sem comentários!"
Se quiser...comente você ai!
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Contra a capa
Ora, ora
Livrinho metido é você!
Na moda, última edição
Magrelinho, seguindo os novos padrões
Numa estante cheinha de tantos outros,
Diferentes, mas tão iguais
Reluzente na vitrine
És um best seller!!!!
Campeão de vendas !!!!
Mas me diga agora livrinho...
De que se trata?
Sim, sabe como é
Olha bem pra mim
Um astro desta livraria
Minhas cores...
Meu tamanho...
Meu design...
Bem, sem querer contar vantagem mas creio que pela capa...
Capa??????!!!!
Começamos errado..creia!
Capa?
Capa!
Capa...
Ora! Bonita capa!
Colorida, chamativa, vistosa...atraente
E qual a essência de ser livro?
O que trazes por dentro de ti
Abaixo da capa
Contra-capa sem cores ...
À um passo de um índice
Ainda distante de um prefácio ...
conteúdo?!
Tua capa...
Teu rotúlo...
Dispa-se deles!
Ou permaneça na estante
Livrinho metido é você!
Na moda, última edição
Magrelinho, seguindo os novos padrões
Numa estante cheinha de tantos outros,
Diferentes, mas tão iguais
Reluzente na vitrine
És um best seller!!!!
Campeão de vendas !!!!
Mas me diga agora livrinho...
De que se trata?
Sim, sabe como é
Olha bem pra mim
Um astro desta livraria
Minhas cores...
Meu tamanho...
Meu design...
Bem, sem querer contar vantagem mas creio que pela capa...
Capa??????!!!!
Começamos errado..creia!
Capa?
Capa!
Capa...
Ora! Bonita capa!
Colorida, chamativa, vistosa...atraente
E qual a essência de ser livro?
O que trazes por dentro de ti
Abaixo da capa
Contra-capa sem cores ...
À um passo de um índice
Ainda distante de um prefácio ...
conteúdo?!
Tua capa...
Teu rotúlo...
Dispa-se deles!
Ou permaneça na estante
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